A maior recuperação recuperação judicial da história do Brasil, com dívidas de R$ 65 bilhões, começou em 2016 e chega agora ao fim com o decreto de encerramento pelo juíz Fernando Viana.
Após o cumprimento das etapas previstas no Aditamento ao Plano de Recuperação Judicial, que incluiu a venda de vários ativos non core, entre os quais a rede móvel às operadoras concorrentes, o longo processo de RJ é encerrado.
Em comunicado, a Oi afima que “o encerramento desta Recuperação Judicial atesta o cumprimento pela Oi de todas as obrigações até aqui previstas no Plano de Recuperação Judicial aprovado pelos Credores e homologado pelo Juízo da RJ.”
Com uma dívida original de R$ 65 bilhões e mais de 55 mil credores, a Oi chega ao fim do terceiro trimestre de 2022 com uma dívida líquida de R$ 18,3 bilhões.
Segundo a empresa, nesta nova fase da Companhia, as principais metas da Oi
passam a ser:
- A aceleração das receitas dos negócios core e busca e criação
de novas fontes de receita; - a sua transformação organizacional e readequação da sua estrutura de custos;
- o equacionamento dos passivos operacionais e regulatórios da concessão de telefonia fixa e suas operações legadas;
- a continuidade das negociações com seus credores financeiros, visando a otimização do seu perfil de endividamento e a busca de sustentabilidade e viabilidade de longo prazo.
A Nova Oi será formada por:
- Oi Fibra – voltada para o mercado de Consumidores e Pequenas e Médias Empresas;
- Oi Soluções – a unidade integradora de soluções de TI e conectividade para grandes empresas no mercado B2B;
- V.tal – a relevante participação acionária na V.tal, a maior empresa de infraestrutura e rede neutra do país;
- Serede e a Tahto – e por duas subsidiárias integrais, a Serede e a Tahto, voltadas para serviços de rede e logística e serviços de atendimento e relacionamento com clientes em todo o país respectivamente.
Além disso, a Oi continua a operar os serviços de suas obrigações como concessionária de telefonia fixa e demais serviços baseados em infraestrutura legada.
“O turnaround dos negócios de fibra e das operações legadas está caminhando conforme o planejado. Além disso, nos próximos anos, esperamos ter decisões regulatórias favoráveis, principalmente no processo de Arbitragem com a ANATEL, que devem beneficiar a Oi reestabelecendo o equilíbrio econômico da Concessão e compensando os eventuais custos de migração para um novo modelo”
O comunicado da OI:
https://ri.oi.com.br/faq-saida-recuperacao-judicial/
Consulte aqui o FR da Oi com a sentença judicial na íntegra: